Com apoio de Alex Manente ex-prefeito escapa

Ex-prefeito do PT escapou de ter contas rejeitadas, após vereadores ligados a Alex Manente fugirem da votação; Julinho Fuzari puxou a fila.

O apoio de aliados do deputado federal Alex Manente (PPS, hoje Cidadania) ao ex-prefeito Luiz Marinho (PT), nesta quarta-feira (12/06), foi o fator fundamental para salvá-lo da rejeição das contas de 2015 e 2016, período em que esteve à frente do Executivo de São Bernardo e que recebeu duros apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Puxando a fila de abstenção estava o vereador Julinho Fuzari (aliado direto de Alex), seguido por Dr. Manuel (Cidadania), Mauro Miaguti (DEM) e Rafael Demarchi (PRB), os dois últimos estiveram na coligação de Alex na campanha a prefeito em 2016, em que terminou no segundo lugar.

Favoráveis aos números do ex-prefeito petistas foram os vereadores do próprio PT: Toninho da Lanchonete, Ferrarezi, Ana Nice, Joilson Santos e Tião Mateus, além do voto do vereador Índio (PR).

Contra o ex-prefeito do PT, 18 vereadores votaram. Pelo PSDB: Pery Cartola, Samuel Alves, Toninho Tavares, Juarez Tudo Azul, Almir do Gás, Ary de Oliveira e Pastor Zezinho. Pelo PHS, Jorge Araújo e Martins Martins, seguido pelo SD, Fran Silva e Ivan Silva, e também os votos dos vereadores: Ramon Ramos (PDT), Aurélio (PTB), Gordo da Adega (PCdoB), Bispo João Batista (PRB), Eliezer Mendes (PODEMOS), Estevão Camolesi (Cidadania), e Reginaldo Burguês (PSD).

Para ser rejeitada, a votação precisaria de 19 votos favoráveis, o que representa maioria absoluta ou 2/3 dos parlamentares. Ou seja, mais uma adesão contra a gestão do ex-prefeito do PT, o tornaria inelegível.

Líder do governo, Pery Cartola comentou o resultado final, destacando estranheza com abstenção de parlamentares, que justamente se colocavam no passado “grande oposição ao PT”. “O Parlamento é soberano e o que ocorreu hoje é a vontade cada um, o que é democrático e precisa ser respeitado. Eu fui oposição ao governo do PT e não tinha como votar favorável ou me abster em uma situação desta. Agora, quem era oposição e deixou causa curiosidade”, destacou Pery.

AVALIAÇÃO – As contas de Marinho chegaram com apontamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que mesmo diante de um parecer favorável, destacou falta de equilíbrio orçamentário e financeiro, além de problema com o número de cargos comissionados do quadro. Situações estas que fizeram o déficit municipal ser elevado durante a gestão de Marinho.

PONTOS GRAVES – Os principais apontamentos da contabilidade da gestão de Luiz Marinho em 2015 e 2016 foram na condução das obras do Centro Seco – Tribunal de Contas da União afirma que mais de R$ 100 milhões foram superfaturados – e no projeto para a construção do Museu do Trabalho, alvo da Operação Hefesta, da Polícia Federal e Ministério Público Federal, em 13 de dezembro de 2016, com argumentos de que R$ 7,9 milhões foram desviados. Secretários da antiga gestão foram presos e o ex-prefeito Luiz Marinho se tornou réu.

COALIZÃO ANTIGA – A união do PT com Alex Manente em São Bernardo, que salvou as contas de Luiz Marinho repete o cenário de 2008, quando Manente se uniu ao petista e o ajudou para se tornar prefeito.

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