Disputa entre lojas de shopping cria movimento

A impotente reabilitação das vendas do varejo e os custos crescentes de ocupação das lojas reascendeu a rixa entre pequenos e grandes varejistas de shopping centers. O racha foi formalizado 20 dias atrás, com a criação da Associação Brasileira de Lojas Satélites (Ablos). Elas são conhecidas como lojas satélites, em contraposição aos grandes magazines. As grandes sempre pagavam menos para ter seus espaços.

Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping, nega a falta de expressão. Ele diz ter interlocução com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e que esteve três vezes como presidente da República, Jair Bolsonaro. Seu carro-chefe, segundo ele, são os 40 mil pontos de vendas filiados à entidade, que existe há 24 anos. Quanto às negociações com os empreendedores de shoppings, Sahyoun diz que a postura é de parceria. Na crise, ele afirma que os shoppings foram flexíveis, prorrogaram prazos e deram descontos na locação.

Uma das metas da Ablos é buscar uma relação mais equilibrada nas negociações entre as satélites e os donos de shoppings, normalmente grandes organizações. Pelo fato de serem companhias menores, elas não têm o mesmo poder das âncoras.

Hoje, diz Bessa, enquanto as âncoras pagam de 3% e 5% sobre o faturamento aos shoppings, as satélites desembolsam o equivalente entre 10% e 12%, podendo chegar a 20%. Ele afirma que o custo de ocupação das lojas satélites envolve aluguel, condomínio e fundo de promoção, enquanto as âncoras arcam apenas com o aluguel.

Bessa compara a situação complicada como entre âncoras e satélites a um prédio de apartamentos, no qual todos pagam condomínio, menos quem mora na cobertura.

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que reúne os empreendedores de shoppings, se pronunciou: “As condições de locações são definidas por cada empreendimento e não pelo setor, como previsto no artigo 54 da Lei de Locações (Lei nº 8.245, de 1991)”

A insatisfação com os custos dos shopping já faz lojas satélites iniciarem o processo de ir para a rua. Nos próximos meses, a TNG planeja fechar entre 20 e 30 lojas. Isso representa 400 empregos, ao menos. Hoje, são 185, com apenas 20 na rua.

As marcas interessados em grandes volumes com preço mais acessível para ocupação, irão abrir estabelecimentos em outros lugares. Além das ruas, galerias devem ser o novo endereço das satélites que estão pra deixar os shoppings. O custo nas galerias fica entre 50% e 70% a menos que nos shoppings.

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