Pedido de cassação de Mário de Abreu não é acatado em São Bernardo

A Câmara de São Bernardo não acatou o pedido de cassação do vereador afastado Mário de Abreu (ex-PSDB) durante a sessão desta quarta-feira (28). A proposta da advogada andreense Silmara Cristiane da Silva Pompollo dividiu os vereadores. Dos 27 que poderiam votar (exceto o presidente da Casa, Ramon Ramos – PDT), seis se abstiveram da escolha sobre a matéria. A tentativa de afastar o legislador foi baseada na operação Barbatanas, da Polícia Federal.

Foram 12 votos contra a admissibilidade do pedido. Cinco vereadores votaram favoravelmente (Antônio Carlos da Silva – PT; Aurélio – PTB; Joilson Santos – PT; Julinho Fuzari – Cidadania; e Mauro Miaguti – DEM). Outros seis se abstiveram: Almir do Gás (PSDB); Ana Nice (PT); Ary de Oliveira (PSDB); José Luis Ferrarezi (PT); Rafael Demarchi (Repúblicanos); e Samuel Alves (PSDB).

O processo de cassação foi emitido com base nas investigações sobre a participação de Abreu em um suposto esquema de pagamento de propinas enquanto comandou a Secretaria de Meio Ambiente, entre janeiro e outubro de 2017. Na época, o legislador afirmou que tal situação se referia a gestão de Luiz Marinho (PT) o que não foi confirmado pelos procuradores.

Mário de Abreu retornou para a Câmara, mas conseguiu se licenciar até o final daquele ano, retornando ao trabalho em 2018. Em julho daquele ano, acabou afastado por decisão judicial. A sua suplente, Lia Duarte (PSDB), também foi afastada por ser investigada pelo mesmo esquema. Almir do Gás (PSDB) acabou assumindo a cadeira após conseguir uma liminar na Justiça. Apesar de ter ficado longe do Legislativo, Abreu continua recebendo seu salário.

Em 2019, o ex-secretário foi expulso do PSDB devido as denúncias. Desde então não houve qualquer movimentação sobre situação na Casa. Na Justiça, Mário teve sua prisão preventiva decretada, mas desde então não foi encontrado para cumpri-la.

Histórico

Silmara é conhecida por duas ações em relação a política de Santo André. A primeira foi uma ação para que a vereadora Elian Santana (SD) não possa receber seus salários, algo que teve êxito. A segunda foi a tentativa de barrar a concessão do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), com o resultado contrário ao pedido da advogada.

 

fonte: Repórter Diário

Deixe uma resposta

WhatsApp chat
%d blogueiros gostam disto: