TCE acha problemas no armazenamento de remédios em Diadema e Ribeirão

O Tribunal de Contas do Estado realizou fiscalização surpresa no estoque e dispensação de medicamentos de 222 cidades do estado. No ABC foram nove unidades fiscalizadas, oito em Diadema e uma em Ribeirão Pires. Não foram encontrados medicamentos vencidos, mas os fiscais fizeram recomendações em relação às condições de armazenamento dos remédios

Das oito unidades fiscalizadas em Diadema o TCE anotou que medicamentos foram encontrados em caixas de papelão na Unidade Básica de Saúde Paineiras e no Quarteirão da Saúde. Nos dois locais os fiscais anotaram a incidência de sol sobre os medicamentos, sendo que na UBS até papelão foi usado para forrar as janelas e evitar a exposição dos medicamentos. Os fiscais também encontraram 70 unidades de Bromidrato de Fenoterol com vencimento no mês de agosto. Esse medicamento é usado para o controle de crises de asma e de outras doenças que se caracterizam por um estreitamento reversível das vias respiratórias, como bronquite obstrutiva crônica.

Uma situação considerada digna de nota pelos fiscais do tribunal de contas foi também no Quarteirão da Saúde. A chave do armário onde ficam guardados os medicamentos controlados estava na fechadura do próprio móvel, facilitando o acesso dos remédios.

Em nota a prefeitura de Diadema informou que não foi comunicada oficialmente sobre o resultado das fiscalizações, mas ao ser questionada pelo RD, justificou o uso do medicamento e que prepara adequações quanto ao armazenamento. “Quanto ao questionamento de medicamentos com prazo próximo ao vencimento, a prefeitura esclarece que os frascos de Bromidrato de Fenoterol têm vencimento em 08/19 e são válidos até o dia 31 de agosto de 2019. O medicamento é para uso interno do serviço, podendo ser utilizado para medicação de pacientes até essa data. Quanto às situações de caixas de medicamento e de janelas tapadas, a prefeitura tem conhecimento das situações e está em processo de adequação”, informou.

No Hospital São Lucas, em Ribeirão, o medicamento Propofol 10mg vence no final deste mês. (Foto: Divulgação TCE)

Em Ribeirão a unidade fiscalizada foi a farmácia do Hospital e Maternidade São Lucas. No local foram encontrados também medicamentos armazenados em caixas de papelão, computador com adaptador na tomada e o medicamento Propofol 10mg com vencimento também neste mês. Esse medicamento tem venda controlada, sendo que apenas hospitais e clínicas podem obtê-lo. Trata-se de uma emulsão injetável usada para a manutenção da anestesia. A prefeitura de Ribeirão Pires foi procurada, mas até o fechamento desta reportagem não se pronunciou.

As demais cidades da região não estavam entre as fiscalizadas pelo TCE. Em todo o estado o tribunal encontrou diversos problemas, o principal deles a falta de alvará da vigilância sanitária nos locais de armazenamento dos medicamentos. Das 222 cidades vistoriadas 48,32% não tinham esse alvará e 84,23% não tinham sequer o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Em 13% das unidades fiscalizadas foram encontrados medicamentos vencidos e em 53% foram encontrados remédios próximos de vencer, como no caso de Diadema e Ribeirão Pires.

fonte: Repórter Diário

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